• DJ Mau Mau

Influenciado pelo movimento underground americano e europeu, Mau Mau iniciou sua carreira como DJ em 1987 no lendário Madame Satã, em São Paulo. Um dos pioneiros da música eletrônica no Brasil, foi residente do clube Sra. Krawitz e do Hell’s Club, lugares míticos e responsáveis pela formação de uma cena consistente e pela disseminação da música eletrônica no país.

Considerado o melhor DJ do Brasil pela mídia e público brasileiros, Mau Mau é dono de um estilo único e conduz a pista com maestria, sempre sintonizado com as tendências de vanguarda. Seu set é um mix de house e techno, misturados a batidas e swing brasileiros. Essa característica o levou a participar do Carnaval 2000 em Salvador, na Bahia, ao lado de Daniela Mercury, formando assim o primeiro trio elétrico techno no carnaval baiano.

Mau Mau se apresenta regularmente em várias cidades do Brasil e é presença obrigatória em todos os grandes eventos de música eletrônica. Sua carreira internacional também é consolidada, já tendo se apresentado em diversos países como: Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai, Uruguai, Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra, Itália, Portugal, Japão e Turquia.

O DJ também é produtor e criou dois selos, o Tropic Records, que mistura a eletrônica com elementos da música regional brasileira – e o M. Music.

Com o projeto M4J, Mau Mau lançou dois CDs: “Brazilian Experience” – que ganhou o prêmio de grupo revelação da música brasileira, em 1999, da Associação Paulista de Críticos de Artes – e “Folclore Nuts”, que teve uma de suas faixas, “Forro com F”, lançada em single pelo selo inglês Joss House e recebeu indicação da revista Jockey Slut . Suas músicas entraram na programação das rádios G de Paris e na famosa Kiss FM de Londres. A música “Capoeira” (M4J – Mau Mau remix) alcançou o terceiro lugar na programação da Rádio Arena MULTIKULT, de Frankfurt.

Mau Mau também mixou e compilou os CDs “Mau Mau Alive” (Fieldzz) e “Hell’s Club by Mau Mau” (Fieldzz). Fez remixes de músicas de consagrados artistas nacionais, como Marina Lima, Kiko Zambianchi, Edgard Scandurra, Ira!, Rita Lee, Adriana Calcanhotto e Edson Cordeiro. Produziu ainda a faixa “So Funky” (Noisemusic) em parceria com DJ e produtor Renato Cohen. Uma das vinhetas de abertura e fechamento do programa Fantástico, da TV Globo, também é um remix de sua autoria.

Em 2002 tornou-se residente da Open House, uma festa itinerante na França e tocou no clube Rex em Paris. Apresentou-se ainda como convidado na Techno Parade, também em Paris, para 200 mil pessoas.

O DJ também já produziu trilhas sonoras para desfiles das marcas Pierre Cardin, Fause Haten, Zoomp, Reinaldo Lourenço, G, Zapping, Walter Rodrigues, Beneducci, Slam e Lorenzo Merlino, entre outras.

O ano de 2003 foi especial para a carreira do DJ: Mau Mau foi o homenageado da Parada AME SP, onde tocou para 170 mil pessoas. No final da parada os dezesseis carros transmitiram seu set ao mesmo tempo, sendo que a música tema era de sua autoria.

No final do mesmo ano, ainda lançou o seu primeiro álbum solo, intitulado “Music Is My Life”, uma parceria dos selos SmartBiz Trax e Segundo Mundo, só com produções próprias.
No final de 2004, tocou na versão paulista do festival espanhol Sónar, o sonarsound. Apresentou seu live act na festa do VMB, premiação da MTV brasileira – na qual foi indicado na categoria melhor videoclipe de música eletrônica pelo seu primeiro trabalho em vídeo “Space Funk”, dirigido por Hank Levine. Ainda no mesmo ano, teve seu remix “Cidade São Paulo”, faixa da trilha sonora do filme Cidade de Deus, lançado em vinil mundialmente pela Triple Vision.

Em 2007, Mau Mau lançou pela gravadora Trama o álbum “Art, Plugs and Soul”, trabalho onde a principal preocupação não foi a pista, e sim trabalhar a música como uma forma de arte, inovando na construção dos arranjos e samples e saindo do convencional. Exemplo disso é a atmosfera mais intimista e as batidas mais lentas que estão no CD.

Ainda em 2007, Mau Mau participou de uma remontagem da ópera O Guarani. O espetáculo-festa, experiência inédita no país, conciliou a tradição e erudição da ópera com a contemporaneidade da música eletrônica. O DJ trabalhou em parceria com o maestro Fábio Oliveira, remixando a música original da obra, que contou também com um filme criado e projetado especialmente para o espetáculo, cenografia e figurinos próprios, ambientação especial e recursos visuais de última geração. Foram feitas apresentações em São Paulo e no Rio de Janeiro.

No mesmo ano, participou do projeto Johnnie Walker Red Label Combina, produzindo oito faixas inéditas utilizadas no site da promoção, e também produziu o remix das faixas “Espelho dos Olhos” e “Festa” para André Rass.

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