•  ENTREVISTA COM ADNAN SHARIF

Prestes a completar mais um ano de vida com festa no SUPERAFTER, o DJ ADNAN SHARIF responde algumas perguntas e conta sobre sua vida atrás das cabines.

 

– Qual foi o seu primeiro álbum? E o que escutava na adolescência antes de se tornar DJ?

Meu primeiro álbum foi do Genesis em 1984. Meu querido pai tinha me dado um 3 em 1 (toca disco, toca fita e rádio) de presente de aniversário, e meu melhor amigo de infância, presenteou-me com este vinil.

Na adolescência escutava de tudo e sempre fui muito aberto. Escutava samba, pois tinha uma escola de samba a uma quadra da minha casa. Aos 10 anos de idade fugia a noite para os ensaios de carnaval, culminando que aos 12 desfilei como passista no carnaval de rua.

Também escutava música árabe (influência da minha mãe), música folclórica gaúcha (como um bom gaudério), rock (internacional e nacional), pop rock e MPB.

 

– Fale sobre a sua primeira ‘gig’ e que o levou a discotecar?

A minha primeira grande ‘gig’ foi na ‘rave’ – “The Gathering” em 1997. Esta rave foi por muitos anos uma das bases do ‘underground’ de São Francisco, onde a qualidade musical era impecável, da house ao techno.

Na verdade comecei a frequentar a noite de São Francisco em 1988, mas só em 1991 fui a minha primeira ‘rave’. Era um som diferente e todos estavam numa boa ‘vibe’. Era uma coisa muita mais ‘good vibe’ do que os anos anteriores da cidade, que fora mais ‘dark’. Tinha muita psicodelia, acid e house music.

“In the beginning there was Jack, and Jack had a groove.”

Fiquei fascinado com tudo aquilo, o som, a forma de ser, a liberdade, a mente aberta, a união e o ‘groove’.

Com o tempo comecei a conhecer mais e mais sobre house e techno. Fiz muitas amizades no meio e num momento decidi fazer daquilo parte da minha vida.

Um amigo – o DJ John Howard, mostrou-me a técnica da mixagem. Comprei os meus ‘pratos’, discos, batalhei, acreditei e sempre fui perspicaz em meus objetivos. Aprendi e levei tudo com muito carinho, humildade, respeitando o tempo, deixando que as portas se abrissem. Sonhe e acredite sempre!

 

– Seus sets são repletos de referências. Como é feita sua pesquisa e como funciona a construção do set? É de acordo com o público ou o seu gosto?

Sempre busco uma mescla de muito ‘groove’, sons étnicos e psicodelia, aliados ao meu ‘feeling’. As minhas raízes musicais sempre estão presentes nos meus sets.

A construção dos mesmos – na maior parte do tempo, são feitas na hora. Claro, me organizo, escuto bem as ‘tracks’ e tento com fluência, transitar em diversos estilos e gêneros da house. Sinto a ‘vibe’ do público, do espaço e inicio a minha jornada!

 

* Na foto ADNAN SHARIF em 1998.

 

LINKS
https://soundcloud.com/djadnan
https://www.facebook.com/Adnan.Sharif.Music

 

(Fabio Spavieri)




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