•  ENTREVISTA COM DORIVA ROZEK

A busca inquieta e incessante de novas construções sonoras e pontos diferentes de timbres, faz de Doriva Rozek um autêntico minerador. Sua alma se completa com sua experiência nas mais diversas pistas de dança, fator que o levou a residência do Terraza Music Park em Florianópolis e apresentações contantes no club D-EDGE. Conheça mais sobre mais sobre o artista em mais uma mini-entrevista para o novo site do D-EDGE.

 

– Como definiria sua música nos dias de hoje? O que acha dos rótulos musicais?
É bem fácil dizer. Eu gosto daquilo que normalmente sai do normal, do que uma maioria tem como verdade incondicional por aquele momento, eu fujo pela tangente. Acho que desde pequeno fui assim, isso está em mim. Quando eu tinha uns 12 anos já pensava bem diferente da maioria dos meninos da minha idade e isso eu imprimo no que eu toco hoje em dia, se todos preferem X eu estou indo no Y, não necessariamente por escolher caminhos mais difíceis, mas a beleza da música está sempre em ser surpreendido.
Rótulos são importantes, mas acho que somente no começo, quando estamos desenvolvendo o que gostamos de verdade. Quando tudo parece uma coisa só, mas na realidade não é. Depois passa para a fase: “é bom ou não é.” Quando se tem mais conhecimento do que se ouve, o rótulo torna-se um julgamento pessoal de qualidade.

 

– Fora a música que é tocada em seus sets, o que mais você consome como forma inspiração?
Eu gosto de música eletrônica em geral. Fora do 4×4, gosto de Caribou, Bonobo, Arms and sleepers, James Blake e outros grupos que fogem bastante do conceito da dance music. Tanto que toco ‘trip-hop’ e ‘chill out’ para meus amigos de vez em quando, como forma de conseguir consumir isso com os outros e não somente sozinho em casa. As experiências que vivo com eles, é o que mais me inspira no fim das contas, pois são as pessoas que estão ao meu redor, conversando comigo. O modo como elas encaram a música, é o sentimento mais interessante na minha opinião.

 

– Cite seus ídolos para o público do D-EDGE.
Minha mãe e meu pai são com certeza meus maiores ídolos. Minha mãe me apóia de forma incondicional sempre, desde que decidi seguir por esse caminho na minha vida. Sempre soube que seria difícil, ficando longe deles todos os finais de semana, trabalhando e viajando, mas o incentivo deles é muito gratificante. Além deles, posso citar aqueles que me ensinaram, para que eu pudesse pensar e agir da forma que penso hoje, proporcionando experiências que mudaram minha vida para sempre.

 

(Fabio Spavieri)

 

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